sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Boa noite, lua.

Boa noite, Lua.

Procurei com quem conversar e com o que me ocupar hoje, mas nada achei. Descobri que precisava falar com alguém que me conhecesse mas que nada, em palavras, tivesse a me falar. Apenas um olhar, uma luz, já me serviriam de resposta. Escolhi a ti.
Não sei bem a inquietação que me invadiu, subitamente, sem me deixar escolha a não ser deixa-lá se abrigar em mim. É uma mistura de vazio e ansiedade. É algo que nunca esteve preenchido de verdade, e nem tão cedo estará.
Eu desejo algo que não sei o que é. Seria gritar? Se eu gritasse até dormir, isso me ajudaria. O que eu queria mesmo era poder dormir. Dormir sem pensar em nada. Sem todo aquele redomoinho que começa antes do adormecer e que muitas vezes te perturba até no sono. Gostaria de sonhar coisas belas e com desconhecidos. Um lugar de rostos que eu nunca os tenha visto e paisagens que ainda não conheço. Aventurar-me por um mar de coisas novas onde ninguém sabe quem sou, de onde venho, pra onde vou. Talvez esse seja meu anseio. 
Nada sei, cara Lua. Pelo menos nada referente à minha própria pessoa.

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